Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Incoerências

Quero escrever um livro. É só isso. Quero, desejo, almejo, planejo, mas nunca consigo. Cheguei a começar um, mas não consigo ir em frente. O motivo varia entre a crise criativa, falta de tempo, excesso de informação para absorver e excesso de atividades incluindo textos. Enfim, quase uma overdose de parágrafos.

Se já há tempo em fazer promessas para 2010, esta é a minha primeira: ler menos e focar mais no que quero escrever. A vida é curta e, por incrível que pareça, dá pra fazer quase tudo que a gente realmente quer. É só se organizar.

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Terça-feira, Setembro 29, 2009

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

Já fui no Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar) e não tenho queixas. Para almoçar, o lugar parece bom, o problema é se você quer sair para beber com os amigos.

Uma resenha negativa do Buteco fez o dono esquecer que vivemos em um país em que a liberdade de expressão - ainda que chula - é livre. Agora, ele processa o blog para que tire a resenha do ar. Para evitar a censura segue o texto abaixo. Divulgue para seus amigos e em seu blog. Não deixe que alguém pense que pode calar o que alguém diz ao invés de simplesmente sentar no boteco e bater um papo.

E se você tiver um bar, saiba ignorar o que não gosta e a respeitar o direito dos outros falarem. É o básico de um boteco.


Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o
pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem
graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma
dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos
vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda
ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha
simpatia no atendimento.
  • Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
  • Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui
  • Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.


Resenhado por
Raphael Quatrocci

às
23:22

Quarta-feira, Julho 22, 2009

Todos os momentos do mundo


Eu não sou um cara tão família quanto gostaria. Não que não quisesse. Somente a família do meu pai vivia no Rio de Janeiro e nunca fui muito chegado a eles. A família de minha mãe mora quase toda de Fortaleza, minha querida Fortal, que não posso visitar desde 1996 por razões que variaram ao longo dos anos. Por isso, fazia treze anos que não via minha avó pessoalmente.
É difícil falar a respeito da minha vó que me fez chorar mais em um dia do que chorei nos últimos anos. Ela faz parte de uma parte da minha infância mais feliz onde ia para uma cidade em que me sentia melhor do que a minha, convivia com uma parte da minha família que me amava - e ama - muito e onde me sentia tão bem que cheguei a pedir pra ir morar lá aos 13 anos.
Antes de você se tornar idoso, vive uma fase onde periodicamente vai perdendo pessoas. Seja porque conhece mais, seja porque elas envelhecem. Tenho me sentido assim. Não é agradável. O meu consolo é saber que a mãezinha está em paz agora. Não é muito, mas é o que eu tenho. E isso, de certa forma, me conforta nesse momento. E nos que virão.


PS: A razão da foto é simplesmente porque a Laura Cardoso sempre me lembrou dona Anunciada fisicamente.

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Quarta-feira, Julho 01, 2009

Eu & Michael




Michael Jackson foi o primeiro ídolo que tive na vida. Muito antes de entender a importância de Alan Moore para minha formação cultural, de gostar de Legião Urbana ou de me tornar fã de Freddie Mercury era como o ex-Jackson Five que eu queria parecer. Ou, ao menos, cantar e, principalmente, dançar.

Na realidade, sempre tive problemas com a dança posto que sou uma tábua de passar. Michael era o contrário. Quase uma divindade representativa da street-pop-seilábemoq-dance em seu ápice. Dizem que os adultos de hoje foram os últimos que tiveram uma infância realmente feliz. Um exagero que se justifica se a gente lembrar que Michael era o cara e que toda criança no fim dos anos 80 queria ser como ele. Como aquela criança.

Nunca acreditei nas acusações de pedofilia. Independente dos achismos, Michael era parte de minha infância e de um processo de autoconhecimento do que é admiração que comecei a ter com sete anos. Hoje, adulto e mais distante daquela época, percebo que ele também era uma infância, uma pureza que me faz acreditar ainda mais em sua inocência. Um cara que cantou Ben não cometeria o mais impuro dos crimes.

Ainda não deu pra desengatar o choro, desencucar da lástima e, principalmente, acreditar em sua partida. Apesar de tudo, tento pensar que o menino de Indiana está livre e se isso não resolve a minha tristeza, ao menos me conforta. Eu não vi Elvis, não vi Pelé e mal vi Zico. Mas eu vi Michael Jackson. E, acredite, foi extraordinário.

Obrigado, Michael.

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Terça-feira, Junho 16, 2009

Desatualizado, eu sei!

E peço desculpas por isso. A campanha que estou colaborando para a Nissan Livina tem me consumido tempo e energia. Prometo retornar nos próximos dias. Aguardem e confiem...

Ah, e visitem o Dias de Livina! E linkem! :)

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Quinta-feira, Março 05, 2009

Tomate


Falcão fez um trocadilho com tonight e tomate na clássica I Love You Tomate, já eternizada em nossas memórias, mas não se preocupou com conceitos dessemelhantes. "Esta noite" e "tomate" não se parecem em nada além da semelhança fonética entre português e inglês.

O nonsense é o que torna a música tão engraçada.

Entretanto, a falta de significado não torna o mundo mais engraçado. Pelo contrário. A frieza absurda entre pessoas não me parece engraçada. A verve musical de Falcão é realmente singular.

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Quarta-feira, Março 04, 2009

Poder

Muita gente já ouviu a charadinha pagã: pode seu Deus todo-poderoso construir uma pedra tão enorme que nem mesmo ele possa levantar?

A partir disso, qualquer resposta, torna claro que Deus não é todo-poderoso, né? Errado.

A resposta para a charada é: sim, ele pode. Deus tem e nos deu o maior de todos os poderes: o livre-arbítrio para decidir. Ele pode ou não construir a pedra e pode ou não decidir movê-la.

E todos os dias nós erguemos as nossas pedras. E todos os dias decidimos movê-las. Ou não.

O que vai ser hoje?

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Terça-feira, Março 03, 2009

?-4-?


Sempre gostei de esquemas táticos.

Adoro ler o que um técnico faz ou deixa de fazer, entender porque aquele grande jogador não foi bem e por aí vai. Isso me levou a pensar em ser técnico em algum momento da minha adolescência.

Com o tempo, desisti. Vicente Feola tinha razão: técnicos de futebol devem ter sido jogadores de futebol e sempre fui perna de pau. Aí, você consegue entender mais rápido porque o volante pode ser lateral e porque o lateral pode substituir o meia.

Vendo os jogos do Fluminense, dá para deduzir que René Simões não foi jogador. Conca e Thiago Neves não podem jogar na mesma faixa de campo, Leandro não sabe jogar no 4-4-2 e Diguinho é jogador para tabelar, não para ser o principal armador.

Enquanto isso, Cuca fez o que eu achava inevitável há meses: colocou Léo Moura no meio. O ex-lateral é leve, sabe lançar e fez muitas partidas atuando quase como um meia. Fora que deslocando sua posição para mais a frente é possível corrigir sua falta de vocação defensiva. Paralelamente a isso, Everthon Silva parece capaz de ser o zagueiro-lateral.

Não vi muitos jogos do Vasco. O Botafogo quer ser o genérico do São Paulo e até mesmo nas contratações tudo parece indicar essa tendência. Uma linha de três zagueiros - boa parte deles rápidos e não lentos como a zaga do Flamengo - e quatro segundo-volantes no meio se revezando no apoio. Um meia adiantado para o ataque (Maicossuel) e um centroavante jogando de pivô (Reinaldo). Pelo menos um dos laterais é um volante improvisado, tornando possível marcar melhor do que um lateral de ofício. O esquema ainda pode mudar para dois atacante fortes na frente - com Victor Simões - e um meia rápido apoiando junto com os dois laterais.

E se o Fluminense tiver um bom técnico pode ser o melhor futebol do torneio apesar da zaga lenta, mas isso se o 3-4-3 rubro-negro de Cuca não emplacar e, de qualquer jeito, o futebol-marcação do Botafogo é o mais bem treinado até aqui. Resta ao Vasco uma longa reestruturação, mas pode surpreender.

E a verdade é que só eu sou maluco para gostar desse tipo de coisa. O futebol em si é bem mais divertido.

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Segunda-feira, Março 02, 2009

Perturbador


Não consegui dormir nas últimas duas horas. Um dos pensamentos que me invadia era de que a idéia de um post que terminei hoje não era minha. Passei cerca de 30 minutos perturbardo tentando lembrar em que conversa, ou pior, post havia obtido aquela idéia.

Porém, fui eu que pensei no post.

A tranquilidade só surgiu quando me recordei do momento em que tive aquele brilho. E se eu não tivesse esse flashback? Seria culpado por escrever um post sem creditar o autor (que não lembrava) ou seria um inocente ignorante? São questões que o filme Amnésia desenvolve muito bem.

Afinal, a culpa tem a ver com a ação ou com a intenção? Não ser o agente da ação é menos culposo que querer ser?

De qualquer jeito, bastava ao terminar o post dizer que não lembrava quem era o autor da idéia. "Se souberem, digam nos comentários, por favor". Se sentir culpado pode ser algo muito bobo.

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